Ninguém vê.
Ninguém ouve.
Portugal parece,
Mas não é.
Um ser que houve
e caiu.
Da pessoa ao nada vai um passo.
Como num escuro rio,
um obscuro corpo vai morto na corrente.
Alma dolente que partiu.
Saudade ingente.
Sombra impura,
do cerco de Diu.
Portugal já não é.
Mas será novamente
o braço forte, a asa erguida,
futuro divino na humana sorte,
se voltar à Fé e à Vida.
Somente.
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