quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Nem burros, nem desonestos

Volto ao tema da crise.
Que é de princípios e de valores, mas não só.
Temos um primeiro - ministro, para começar, cheio de máximos equívocos: sobre a licenciatura, o percurso profissional, o percurso político-partidário, o percurso governativo.
Depois, temos um Estado que não cumpre.
Por exemplo, na educação ou na justiça.
Na interferência da política e dos negócios na justiça.
Temos um Estado que não é sério nos concursos públicos.
Temos um Estado que não paga a tempo e horas.
Tudo isto subverte e diminui a confiança das pessoas.
Mina inteiramente a credibilidade da coisa pública.
Por isso que em Portugal as pessoas andam cabisbaixas e sem esperança.
Parece que lutam contra o inevitável.
Mas, ao mesmo tempo, aquele estado de coisas justifica muito incumprimento, muita fuga às responsabilidades de todos e de cada um.
O chamado círculo vicioso.
Mas também não é só por aí.
Parece-me que o verdadeiro fosso entre o que ganham os gestores públicos e privados e o comum dos mortais, entre os funcionários públicos e o comum dos mortais assalariados é enorme, desproporcionado.
Porque carga de água a desmesura dos pacotes salariais e das reformas na Caixa Geral de Depósitos ou no Banco de Portugal – tantas vezes sem real contrapartida no plano dos resultados de actividade – não tem um contrabalanço proporcional no quadro remuneratório e reformas de outros grupos de actividade bem mais essenciais (ainda que porventura desprezados pelo poder político - corporativo e pela opinião mediática) ?
Penso, absolutamente por exemplo, no ensino, na carreira médica - hospitalar pública, na enfermagem, na manutenção aérea, no serviço militar, na agricultura.
Portugal não arranca nada, e nunca, enquanto for historicamente, como foi e é, um País de equívocos e de injustiças gritantes.
Os salários e as reformas têm de ser muito mais justos e nivelados.
Isto, como é óbvio, apesar dos slogans dos usuários do poder e das corporações não tem nada a ver com igualitarismos serôdios.
É pura justiça e reparação.
Ainda vamos a tempo.
Se não formos burros e desonestos.

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Magnificat

Magnificat anima mea Dominum
Et exultavit spiritus meus in Deo salutari meo.
Quia respexit humilitatem ancillæ suæ: ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes.
Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen eius.
Et misericordia eius a progenie in progenies timentibus eum.
Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui.
Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles.
Esurientes implevit bonis et divites dimisit inanes,
Suscepit Israel puerum suum recordatus misericordiæ suæ,
Sicut locutus est ad patres nostros, Abraham et semini eius in sæcula.
Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto
Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum.
Amen.
_____________
A minh'alma engrandece o Senhor e se alegrou o espírito em Deus, meu Salvador.
Pois ele viu a pequenez de sua serva; desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
O Poderoso fez em mim maravilhas e Santo é o seu nome.

Seu amor de geração em geração chega a todos que o respeitam.
Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou.
De bens saciou os famintos e despediu sem nada os ricos.

Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor.
Como havia prometido aos nossos pais em favor de Abraão e de seus filhos para sempre.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre.


Amen.

Uma campanha perigosa


Este ano a Modalfa e a RTP com o programa Dança Comigo no Gelo associaram-se à APF para dar uma nova esperança às famílias mais jovens apoiando o projecto MAMÃS COM FUTURO.Ao comprar um cachecol na Modalfa (Lojas Modelo e Continente) por 5 euros está a contribuir, com 2 euros, para o projecto Mamãs com Futuro que actua em 4 áreas:

• Dar apoio psicológico a jovens mães e adolescentes grávidas;
• Criar novos pontos de apoio com intervenção social de equipas especializadas (psicólogos, obstetras, pediatras, enfermeiros, etc);
• Ajudar com bens essenciais sempre que necessário (leite, fraldas, roupa e produtos de higiene);
• Prevenir os riscos e promover a saúde sexual e reprodutiva.

Esclarecimento desta campanha perigosa


Em Portugal foi público e notório o papel activíssimo que a Associação para o Planeamento da Família teve na defesa da liberalização total do aborto, até às 10 semanas, aquando do referendo. Como nunca alterou a sua posição relativamente a este assunto é justo perguntar-se: Que tipo de apoio psicológico pretende oferecer a jovens mães e adolescentes grávidas uma associação com esta posição ideológica relativamente ao aborto ?
O que dirão às jovens com dúvidas sobre dar continuidade à sua gravidez quando procurarem estas equipas especializadas (psicólogos, obstetras, pediatras, enfermeiros, etc)?
Esta campanha é perigosíssima pois é sedutora e revestida de uma aparente benevolência e humanidade. Divulgue e denuncie este “canto da sereia” . Boicote a compra deste cachecol!


Manuela Ferreira Leite

Claramente a pessoa certa no local errado e no momento errado. De boa formação pessoal, seguramente com muita qualidade profissional e de espírito dedicado, é pessoa para não andar por aí cheia de agendas pessoais. Esta cidadã de sucesso está cheia de qualidades adversas daqueles que vivem das "novas regras" partidárias. Humilde e sem se julgar mais do que é, virtudes hoje muito necessárias e demasiado abandonadas, não possui a solução para o País. Com muita experiência acumulada, ia estando no partido como o último recurso para um lugar onde mais ninguém "normal" queria ir (menos o inigualável Santana Lopes que anda sempre por aí em bicos nos pés). É que à luz das figuras de maior gabarito este partido queima.

Vendo-se lá por ter sido empurrada, vê-se a braços com o partido à frente. Este partido rodeado de "malta" não poupa ninguém. Andantes por aí por natureza, essa "malta" esfomeada e convencida não vacila às suas ambições. E assim a nossa Manuela vai-se confrontar a prazo com aquilo que, quer queira quer não, a vai atormentando: ser afastada com o sentimento de nada ter acrescentado. E isso é visível na sua falta de entusiasmo.

Esta mulher pertence a uma geração que talvez tenha sido a melhor do século XX, ou pelo menos aquela que sentia que o crescimento pessoal andava de mãos dadas com o forte crescimento do país dos anos de 1960 a 1973 e que prometia continuar. Esta geração, de boa capacidade técnica quando ia a estudos, herdou solidamente outros princípios em voga na altura, como a modéstia, o sentido de dever, e ainda o interesse por áreas extra profissionais. Cumulativamente, e por nesses tempos ainda se considerar que a família era uma instituição sagrada, pode-se dizer que essa geração, mesclando muitas virtudes, poderia ter dado muito a Portugal não fosse esse fenómeno obsceno das nacionalizações. A bem vinda democracia misturada com um forte sector privado e com esta geração em plena pujança e liberta dos constrangimentos da ditadura poderia ter dado outro caminho a Portugal.

segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Francisco Louçã

Eis a vedeta. Este é o homem que sabe que chegou o seu momento. Inteligente e de raciocínio muito rápido, anda entusiasmado. E tem motivos para isso, a começar por um Sócrates desacreditado, uma MFL a prazo e um Jerónimo que mais cedo do que tarde lhe vai começar a ceder quota de mercado. Quase desmedidamente ansioso e excitado por este cenário generoso, acompanhado de muito jovem histérico que está mortinho por botar uma cruzinha no seu Bloco, já começa a sonhar com as próximas legislativas, aquelas que, quer sejam daqui a 2 ou 4 anos, vai jogar com o desemprego a 15% e com um país que não descolou economicamente.

Mas de que massa é feita esta personagem? Este ser é invulgar e encerra alguns paradoxos. Evoluido intelectualmente, deverá ter sido precoce no que ao domínio do pensar diz respeito, o que no pós 25 de Abril em muito se devia distinguir da imensa massa estúpida. E devia senti-lo. Ainda excessivamente novo na altura, deverá ter estado de alguma forma perdido no meio da barafunda do PREC, talvez até sem saber bem para onde se voltar. Onde o necessário discernimento ainda lhe faltava, sobrava-lhe o tino para não se desviar, nem por um milímetro, dos estudos e das experiências que sabia serem necessárias para o seu futuro. Assim desde cedo sentiria que iria percorrer um caminho, o seu caminho. Não que soubesse bem qual ele seria, o que, em rigor, pouco importava para pessoas que se julgam que uma missão lhes há-de ser destinada na sua passagem terrena.

E quis o destino que esta alma perturbada encarnasse um combate "moderno", cheio de temas conflituosos e ditos fracturantes, e a quem talvez o confronto duro decorrente dos temas excite mais que o desenlace dos mesmos. Tendo descoberto o seu nicho repara que o mesmo se alimenta das fornadas de jovens que a revolução produziu. Tudo gente que cresceu no meio de uns iniciais "amanhãs que cantam", depois de um verdadeiro Socialismo para todos, depois da CEE e dos seus fundos, depois dos juros baixos e da expansão do crédito, e por fim das promessas fáceis, e que tem agora uma conta grande por pagar. Tendo assistido a isto tudo, compreendendo isto tudo, observou como ninguém a matéria de que se ia fazendo os novos portugueses pós 25 de Abril. E fez juntar assim o "seu caminho" ao caminho destes novos portugueses sedentos do "el dourado" que afinal não chegou.

O Portugal democrático andou, infelizmente, a gerar "gerações moles"*. Gente a quem se deve tudo e a quem nada se pode exigir, gente para quem uma obrigação é conceito do antigamente e que morreu na revolução, gente que tem uma dificuldade tremenda em lidar com a afluência aparente, gente a quem o dever passou a ser conotado como conceito adoptado pelos estúpidos e o facilitismo como o conceito dos melhores. Esta massa materialmente descontente não se revê no antigo Comunismo arcaico, a quem uma longíqua revolução nada lhes diz... e lhes traz. Esta massa necessita de uma intervenção menos dura mas mais atrevida e arrogante. Chocante até, de modo a chegar onde não chega o argumento. A turbulência em que estas mentes se encontram, desancoradas intelectualmente e sem rumo, sentido-se materialmente mais pobres que o prometido e com uma dívida que vai rolando e os vai encontrar no futuro, encontram no líder do BE um consolo. E é numa relação de consolo que vão respirando. Não um consolo paternal, mas um consolo de albergue que abandonamos logo que chega a luz. Só que esta vem tardando.

Pelas irresponsabilidades passadas e pelas alternativas presentes, este é dos poucos portugueses a quem corre tudo a seu favor, ou quase tudo. Tudo se conjuga para que o número dos que precisam de consolo cresça. No entanto eis que pela direita vem uma coisa chamada CDS e que lhe deu um sinalzinho nestas eleições de que qualquer coisa vai surgir de onde menos se espera. Nervoso por isso, Louçã sentiu como que uma pedrinha no sapato. E ficará perplexo quando este ainda pequeno, mas sólido CDS, pedir explicitamente aos adeptos clubisticos do PSD que estes lhes confiem o seu voto daqui a 2 ou 4 anos ao melhor jeito do um enorme "voto útil" (é o que, obviamente, deve fazer). Será cínico ao anúncio, mas quebrará todo o verniz aos sinais contrários, o que gerará um efeito contrário ao desejado pois verá debaixo dos seus olhos muito bloquistas mudarem de intenção de voto... para o CDS. Isto ocorrerá se o CDS for muito forte. Se não o for o BE continuará a subir.

* justiça seja feita e aqui vai o meu reconhecimento público ao meu amigo e ilustre Arq. José Luis Saldanha por me ter dado algumas luzes sobre as novas gerações

domingo, 6 de Dezembro de 2009

O regresso à aristocracia

O regresso à aristocracia é fundamental.
A democracia, por si só, enquanto legitimação dos votos maioritários não chega.
Há necessidade de outra legitimação.
Os mais capazes, os mais sérios, os de maior carácter têm de regressar à coisa pública e governar, promover a criação de emprego e de riqueza e criar soluções.
Na crise gravíssima que grassa, a democracia como único instrumento e as receitas do costume é um caminho de desastre.
Porque vence o mais oportunista, o mais demagogo e o menos sério.
Temos de ser inteligentes, originais e criativos.
Mas fundados.
Para começar, o regresso às opções político-económicas independentes e autónomas parece-me essencial.
Para além da Europa.
O regresso a uma agricultura Portuguesa investida, apoiada e mobilizada.
O regresso, na diplomacia, às antigas linhas de fundo, segundo uma agenda nacional que se abre ao futuro, mas que é inteiramente alicerçada na matriz Portuguesa centenária: O espaço geo-estratégico do Atlântico, como plataforma para nos projectarmos no Indico e o extremo-oriente.
O mar como grande projecto nacional.
O investimento urgente na Lusofonia, o regresso absolutamente vital à África Portuguesa e ao Brasil, sem complexos de inferioridade ou superioridade, sem agachamentos ou serventias.
Uma política fiscal arrojada, de inovação e transparência.
Ultrapassar o paradigma do Estado para todos, empregador, padrasto e parasita.
Pô-lo ao serviço da comunidade, em vez de agência de mini-poderes e empregos.
Vitalizar e reformar as instituições educativas e as estruturas culturais e de reflexão/criação.
Agilizar e refundar o Parlamento, convertendo-o em alfobre de novas ideias e novos projectos nacionais, em vez de clube de para-reformados e agiotas da política partidária mais rasteira e caudilhista.

sábado, 5 de Dezembro de 2009

Da velhice da esquerda Portuguesa

"O verdadeiro mal da velhice não é o enfraquecimento do corpo, é a indiferença da alma"

André Maurois França[1885-1967]Escritor/Ensaísta

Sai um Xanax para José Sócrates




José Sócrates no debate quinzenal no Parlamento mostrou-se bastante ansioso. Os dons de oratória que lhe são reconhecidos já não se mostram suficientes para esconder tanto "rabo de palha". O desespero começa a tomar conta do político e o insulto é a arma de recurso. Foi o que aconteceu com a advertência "porte-se bem" dirigida a Paulo Portas quando este o confrontava politicamente.
Sócrates anda a ficar de cabeça perdida.  Os nervos tomam conta do político e os comprimidinhos de Xanax servem de companhia e auxílio; servem para ajudar a esquecer as outras más companhias...

Comprava-lhe uma bicicleta?




Estou, aliás, convencido de que muitos daqueles que votaram PS nas últimas legislativas não comprariam a Sócrates um carro em segunda mão. Nem sequer uma bicicleta. É , pois, para mim um mistério a defesa acirrada que eminentes socialistas fazem dele, como se tivessem a certeza absoluta da sua inocência.

José António Saraiva
in jornal SOl


sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

José Sócrates

Já desde os primórdios esta personagem prometia com os seus extraordinários projectos artísticos. Tudo projectos com assinatura. Acontecia porém que só uma parte do país tinha a felicidade de conhecer a genialidade arquitectónica deste cidadão. Mas este jovem, a quem umas deambulantes passagens universitárias terminaram numa universidade de exigências ímpares, e entretanto extinta, queria ir mais longe, e por não virar costas à adversidade tratou até de fazer cadeiras ao Domingo como prova de abnegação e fervor em seguir os caminhos próprios dos que hoje são considerados os caminhos dos "Grandes". Este moço de espírito ambivalente, respira todo ele de um pluralismo democrático a que nos já tínhamos desabituado. Conhecedor profundo dos meandros partidários, de extrema fidelidade às regras que determinaram a sua ascensão, pensa no seu pequeno inconsciente que um país de sucesso se deve projectar segundo as mesmas regras que lhe sorriram.

Moço irredutível, é no entanto astuto ao ponto de reverter teimosias se estas demonstrarem ser nocivas a obstáculos de curto prazo, como por exemplo umas eleições. Neste ponto, e aconselhado por essa coisa a que se chama "spin doctor", que é como quem diz, uns sabichões que nos dizem como nos devemos comportar perante as circunstâncias, faz gato sapato da sua personalidade errante. Assim, em periodo pré eleitoral foi-se parqueando, deixando-se mostrar benovelente com uns, cordato com outros, pluralista com todos, e tudo na esperança de, colhidos os boletins em seu favor, sentir a legitimidade de puder explodir toda a sua provisoriamente contida génese por mais 4 gloriosos anos.

Pessoa de perfil mesquinho e provinciano, têm-se demasiado em consideração, motivo pelo qual durante estes 4 anos não tivesse o decoro em resguardar os seus defeitos, confundido muitas características suas como sendo virtuosas quando mais não eram do que o vómito do seu espírito torpe. Os ares de enfado quando em desvantagem, a agressividade expontânea perante a argumentação e a dificuldade óbvia em lidar com opinião contrária, são as evidências mais visíveis de alguém que nunca se devia ter sentado onde se sentou.

Este vulgar cidadão é no entanto bem representativo do Portugal do início do séc. XXI. A força que julga ter esconde um mar de ignorância, a agressividade que empresta no contacto denúncia insuficiências para ocupar o lugar em se encontra, a resposta pronta para tudo esconde que não sabe para onde deve ir, o forçado tom irónico que por vezes utiliza esconde um vasto azedume e pudor pelo próximo, o ar destemido com que diz e desdiz esconde um tremenda e despudorada falta de consideração sobre as regras a que se deve submeter a Razão.

Demasiado erro para escassa virtude. É esta pedra no sapato que Portugal tem de se livrar.

PORTUGAL - SEMPRE!

Portugal só tem uma saída: reencontrar-se.
Nos seus valores, nos seus princípios, no seu desígnio nacional.

E, numa palavra, Portugal só se reencontra se se voltar a encontrar com a sua alma.

Pois é.

Os países são feitos por pessoas.

E, portanto, também têm alma.

A nossa, que é cristã e católica desde as origens, olhou cedo para cima, para fora e para longe, e o que viu foi África, a Índia, a América do norte e do sul, o Brasil, a China, a Austrália.

E todos os povos dessas paragens, que conheceu e conhece muito bem.

Agora querem-te pôr a olhar para dentro e para baixo.

Querem-te pequeno, agachado, egoísta, desviado e mau.

Mas Portugal não é uma casa de alterne.

Nem um clube político - maçónico do bairro alto.

Nem uma clínica do aborto.

Nem um bar gay.

Nem um casamento corrompido.

Nem um divórcio apressado

Nem um clube de futebol.


Portugal é Portugal.

Sempre.

Volta!

Recordar! Já lá vão 29 anos...




Dois grandes homens, que nesta era socrática, ainda mais saudades nos deixam...
Gente vertical, leal e honesta, com sentido de Estado!
Onde andam este tipo de pessoas?
Eu não consigo encontrar...

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Trovas simples aos sócrates

O casamento homossexual não é nada disso.
Primeiro, não é casamento.
Segundo, é homossexual.
Terceiro, é uma união bestial.

O casamento homossexual é o perfeito sinal

De que, com ser um tanto animal, o homem também é irracional.

Afinal.

Demo-nos palha.

BREVE CRONOLOGIA DE UM DESASTRE: IRREFLEXÃO, COBARDIA E AMADORISMO

25 de Abril de 1974 – Golpe de Estado militar - carros de combate no Chiado

25 de Abril de 1974 a 25 de Novembro de 1975 – Processo Revolucionário em Curso (Verão Quente)

25 de Abril de 1974 a 25 de Novembro de 1975 – Concessão de “independência” às províncias ultramarinas

25 de Abril de 1974 a 25 de Novembro de 1975 – Nacionalização da banca, dos seguros, das principais empresas industriais dos transportes e das comunicações; início da reforma agrária com ocupação de terras apoiada por militares.

BREVE CRONOLOGIA DE UMA AVENTURA: DECISÃO, CORAGEM E TECNOLOGIA

D. João I, 1383-1433
1415 - Conquista de Ceuta.
1419 – Descoberta do arquipélago da Madeira.
1424 - Expedição às ilhas Canárias.
1427 - Os Açores são propostos à colonização.
D. Duarte, 1434-1437
1434 – Gil Eanes atinge o Cabo Bojador, limite sul das terras conhecidas.
Regência do Infante D. Pedro e rei D. Afonso V, o Africano, 1441-1481
1445 - Dinis Dias atinge o Cabo Verde.
1456 - Descoberta do arquipélago de Cabo Verde.
1460 - Pêro de Sintra atinge a Serra Leoa.
1471 - Descoberta das ilhas do Príncipe e de São Tomé. Conquista de Tânger por Afonso V.
1472 - Gaspar Corte Real descobre a Terra Nova.
1473 - Lopes Gonçalves ultrapassa o Equador.
D. João II, 1482-1495
1487 - Bartolomeu Dias atinge o Cabo da Boa Esperança.
1494 – Assinatura do Tratado de Tordesilhas entre Portugal e a Espanha, em vista da repartição dos novos territórios descobertos.
D. Manuel I, 1495-1521
1498 – Vasco da Gama chega a Calecut, na Índia.
1500 - Descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral. Bartolomeu Dias chega a Madagáscar.
1501 - Envio da segunda Armada ao Brasil.
1506 - Lourenço de Almeida chega a Ceilão.
1509 - Os Portugueses entram em Sumatra.
1511 - Diogo Álvares, o Caramuru, na Baía.
1514 - Jorge Álvares atinge a China, por Cantão.
1519 - Fernão de Magalhães no Rio de Janeiro.

D. João III, 1521-1557

1526 - Os Portugueses estabelecem-se em Bornéu.
1534 - Inicia-se a colonização do Brasil com a criação das primeiras capitanias.
1542 - Rodrigues Cabrilho na Califórnia.
1543 - Os Portugueses no Japão.
1554 - Fundação da cidade de São Paulo (Brasil), pelos Jesuítas.
1557 - Os Portugueses estabelecem-se em Macau.

Depois, queixem-se!

Lisboa, 03 Dez (Lusa)

O presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, defendeu hoje que o país vive numa "santa e militante ignorância" sobre a actualidade internacional, devido ao pouco tempo dedicado à temática pelos media, comentadores e autoridades.
"É reduzido o relevo concedido pelos media, 'opinion-makers' e parlamento em relação às políticas externa portuguesa e internacional", frisou.

Portugal: um país prestes a deixar a tanga



FMI exige medidas drásticas para evitar dívida pública de 100 por cento do PIB


Apenas esperar pela retoma da economia mundial não chega. Ou o Governo reduz a massa salarial da função pública, a despesa com transferências sociais e os benefícios fiscais, aumentando os impostos, ou Portugal chega a 2013 ainda com um défice público situado entre cinco e seis por cento e uma dívida pública próxima de 100 por cento do PIB, defendeu ontem o Fundo Monetário Internacional na análise anual que faz à economia portuguesa.

in jornal Público


Dubai: um país de tanga?!



Leia-se isto muitas vezes

Jornal Público de hoje

FMI exige medidas drásticas para evitar dívida pública de 100 por cento do PIB
03.12.2009 - 07h19
Por Sérgio Aníbal
Enric Vives-Rubio (arquivo)

Apenas esperar pela retoma da economia mundial não chega. Ou o Governo reduz a massa salarial da função pública, a despesa com transferências sociais e os benefícios fiscais, aumentando os impostos, ou Portugal chega a 2013 ainda com um défice público situado entre cinco e seis por cento e uma dívida pública próxima de 100 por cento do PIB, defendeu ontem o Fundo Monetário Internacional na análise anual que faz à economia portuguesa.

No relatório ontem publicado, as recomendações feitas às autoridades nacionais fazem lembrar as regras draconianas que foram impostas no início dos anos 80, quando Portugal atravessava uma crise profunda na sua balança de pagamentos.

Como pano de fundo, o FMI começa por traçar um cenário desolador para a economia portuguesa durante os próximos anos. Apesar de dizer que a resposta do Governo à crise "foi rápida e apoiou a economia", o Fundo assinala que "o crescimento potencial da economia, que já era baixo, sairá, como acontece noutros países, ainda mais prejudicado", o que resultará na continuação durante os próximo anos de um "crescimento abaixo da média da zona euro e elevados níveis de desemprego". A taxa de crescimento prevista para 2010 é de cerca de 0,5 por cento, com o "cenário a não ser mais brilhante no longo prazo".

Com a economia quase parada, as projecções para o orçamento ficam ainda mais negras. Depois de um défice de oito por cento este ano, o FMI aposta que, sem novas medidas por parte do Governo, o défice subirá mais em 2010 e não descerá de um valor "entre cinco e seis por cento até 2013, com a dívida pública a aproximar-se de 100 por cento do PIB". Para evitar este cenário, que colocaria Portugal perante "diferenciais de taxas de juro mais altos e problemas de financimento", a entidade com sede em Washington diz que o Governo tem de tomar medidas, logo a partir do próximo ano.

Todo o reportório de medidas de contenção orçamental e reformas estruturais habituais no FMI é recuperado. O Estado tem de "reduzir a despesa corrente primária, especialmente a massa salarial da função pública e as transferências sociais". O Fundo diz mesmo que a actualização salarial da função pública para o próximo ano "vai ser particularmente importante para a credibilidade e para a ajuda à consolidação orçamental".

Para além disso, do lado da receita, é recomendado que "se alargue a base fiscal, reduzindo os benefícios concedidos e simplificando a sua gestão". Para resolver o problema orçamental e colocar o défice abaixo de três por cento até 2013, apenas estas medidas podem não chegar, pelo que o FMI diz, em linha com recentes afirmações do governador do Banco de Portugal, que "aumentar a taxa de IVA, embora geralmente indesejável, deve ser uma opção se as outras medidas não resolverem o problema".

Para estimular o crescimento da economia, o Fundo diz que, no curto prazo, se deve continuar a apostar na simplificação administrativa, implementar o novo código laboral, reaxaminar os benefícios do subsídio de desemprego e reconsiderar os aumentos do salário mínimo planeados".

Are you ready?

"Are you ready, are you ready?
Are you ready, are you ready?
Are you ready to meet Jesus?
Are you where you ought to be?

Will He know you when He sees you
Or will He say, "Depart from Me"?
Are you ready, hope you're ready.
Am I ready, am I ready?
Am I ready, am I ready?
Am I ready to lay down my life for the brethren
And to take up my cross?
Have I surrendered to the will of God
Or am I still acting like the boss?
Am I ready, hope I'm ready.
When destruction cometh swiftly
And there's no time to say a fare-thee-well,
Have you decided whether you want to be
In heaven or in hell?
Are you ready, are you ready?
Have you got some unfinished business?
Is there something holding you back?
Are you thinking for yourself
Or are you following the pack?
Are you ready, hope you're ready.
Are you ready?
Are you ready for the judgment?
Are you ready for that terrible swift sword?
Are you ready for Armageddon?
Are you ready for the day of the Lord?
Are you ready, I hope you're ready."


Bob Dylan

O quiosque das febras

Portugal não terá chegado realmente a passar de país subdesenvolvido a país desenvolvido.
Cresceu economicamente durante uns anos (e já há muitos, infelizmente), o que é coisa diferente.
E da nação que já foi, parece estar a cair num aglomerado de transeuntes.
A tornar-se num lugar mal frequentado, como dizia Vasco Pulido Valente.
Porque os elementos território, língua, religião, costumes e tradição, por si sós, não constituem o carácter da nação.
São requisitos secundários, que se integram na sua formação.
O elemento dominante, que se mostra condição subjectiva essencial para a evidência de uma nação assenta no vínculo que une uns aos outros os indivíduos “nacionais”, determinando entre eles a convicção de um querer viver colectivo.
A consciência de nacionalidade, em virtude da qual as pessoas se sentem como constituindo um organismo ou um agrupamento, distinto de qualquer outro, com vida própria, interesses especiais, necessidades peculiares e desígnios comuns.
Com tanta “fractura” pessoal e social proposta e mobilizada por tantos, com a infame, sistemática e organizada imposição corruptora político-ideológica-económica-cultural dos interesses corporativos e dos "aparelhos", de quinta categoria, o que é que ainda temos uns a ver com os outros?
Portugal está a passar rapidamente a quiosque de febras de uma qualquer circular periférica.
Serve mal.
E fora de horas.
Mas com prosápia.

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

"The Logical Song"

"When I was young, it seemed that life was so wonderful,
a miracle, oh it was beautiful, magical.
And all the birds in the trees, well they'd be singing so happily,
joyfully, playfully watching me.
But then they send me away to teach me how to be sensible,
logical, responsible, practical.
And they showed me a world where I could be so dependable,
clinical, intellectual, cynical.
There are times when all the world's asleep,
the questions run too deep
for such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
but please tell me who I am.
Now watch what you say or they'll be calling you a radical,
liberal, fanatical, criminal.
Won't you sign up your name, we'd like to feel you're
acceptable, respectable, presentable, a vegetable!
At night, when all the world's asleep,
the questions run so deep
for such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
but please tell me who I am."
The Supertramp (1979)

As novas esquerdas liberais e a liberdade religiosa (onde é que já vimos isto?)

Ponto 24 do Programa do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores (Partido Nazi):

"Pedimos a liberdade no seio do Estado para todas as confissões religiosas, na medida em que não ponham em perigo a existência do Estado ou não ofendam o sentimento moral da raça germânica. (…)."
NOTA: Por puro exercício, é favor substituir “sentimento moral da raça germânica” por “sentimento moral dominante”

Três notas (aparentemente díspares)

1) As medidas do governo contra o desemprego, i.e., a favor da criação de emprego, são incompetentes e desastradas: o desemprego já passou a marca dos 10%.
E vai crescer.


2) A pujança e o protagonismo internacional do Brasil democrático emergente, no desastre quase generalizado que é a América do Sul, é excelente notícia.
E o sinal de que, afinal, o Portugal histórico cumpriu.
E Angola e Moçambique para lá caminham, a outra passada.

3) Ontem e hoje, num cartaz afixado a toda a altura do edifício da Assembleia da República:“1 de Dezembro – dia mundial da sida”.

Em dia 1 de Dezembro, em Portugal, em Lisboa, como se vê, a linha de preocupações do parlamento em tempo de grave crise é um desastre.

D. Duarte de Bragança em entrevista ao jornal i

"O país está doente e maltratado. Adivinham-se tempos difíceis: as instituições do Estado estão fragilizadas; o desemprego aumenta e a pobreza alastra; o sistema educativo tem sido contestado por alunos e professores; a insegurança, a criminalidade organizada - violenta e económica - e a corrupção, multiplicam-se; o poder judicial está ameaçado por falta de meios materiais e por legislação absolutamente desajustada das realidades", disse D. Duarte de Bragança.
O Chefe da Casa Real exorta também os portugueses a preservarem "instituições fundamentais da sociedade como a família", que considerou estar sujeita a um desgaste sem precedentes visando a sua dissolução".
"Ela [família] é, na verdade, a base da construção de uma sociedade fortalecida no espírito de entreajuda, respeito pela vida humana e formação responsável, valores que, só no seu seio, são susceptíveis de ser naturalmente assimilados. Só por esta via, sairá reforçada a liberdade de consciência que permitirá, a cada um e a todos, resistir, preservando-a das crescentes tentativas abusivas de ingerência externa que pretendem impor novos conceitos de "família". É na família, e não pelo Estado, que já hoje - e como o futuro próximo se encarregará de demonstrar - se desenvolve incondicionalmente o verdadeiro espírito de solidariedade para com os seus membros mais necessitados, seja na doença ou na pobreza", sublinha D. Duarte.

Excerto da entrevista. Ler mais aqui: Jornal i