Volto ao tema da crise.
Que é de princípios e de valores, mas não só.
Temos um primeiro - ministro, para começar, cheio de máximos equívocos: sobre a licenciatura, o percurso profissional, o percurso político-partidário, o percurso governativo.
Depois, temos um Estado que não cumpre.
Por exemplo, na educação ou na justiça.
Na interferência da política e dos negócios na justiça.
Temos um Estado que não é sério nos concursos públicos.
Temos um Estado que não paga a tempo e horas.
Tudo isto subverte e diminui a confiança das pessoas.
Mina inteiramente a credibilidade da coisa pública.
Por isso que em Portugal as pessoas andam cabisbaixas e sem esperança.
Parece que lutam contra o inevitável.
Mas, ao mesmo tempo, aquele estado de coisas justifica muito incumprimento, muita fuga às responsabilidades de todos e de cada um.
O chamado círculo vicioso.
Mas também não é só por aí.
Parece-me que o verdadeiro fosso entre o que ganham os gestores públicos e privados e o comum dos mortais, entre os funcionários públicos e o comum dos mortais assalariados é enorme, desproporcionado.
Porque carga de água a desmesura dos pacotes salariais e das reformas na Caixa Geral de Depósitos ou no Banco de Portugal – tantas vezes sem real contrapartida no plano dos resultados de actividade – não tem um contrabalanço proporcional no quadro remuneratório e reformas de outros grupos de actividade bem mais essenciais (ainda que porventura desprezados pelo poder político - corporativo e pela opinião mediática) ?
Penso, absolutamente por exemplo, no ensino, na carreira médica - hospitalar pública, na enfermagem, na manutenção aérea, no serviço militar, na agricultura.
Portugal não arranca nada, e nunca, enquanto for historicamente, como foi e é, um País de equívocos e de injustiças gritantes.
Os salários e as reformas têm de ser muito mais justos e nivelados.
Isto, como é óbvio, apesar dos slogans dos usuários do poder e das corporações não tem nada a ver com igualitarismos serôdios.
É pura justiça e reparação.
Ainda vamos a tempo.
Que é de princípios e de valores, mas não só.
Temos um primeiro - ministro, para começar, cheio de máximos equívocos: sobre a licenciatura, o percurso profissional, o percurso político-partidário, o percurso governativo.
Depois, temos um Estado que não cumpre.
Por exemplo, na educação ou na justiça.
Na interferência da política e dos negócios na justiça.
Temos um Estado que não é sério nos concursos públicos.
Temos um Estado que não paga a tempo e horas.
Tudo isto subverte e diminui a confiança das pessoas.
Mina inteiramente a credibilidade da coisa pública.
Por isso que em Portugal as pessoas andam cabisbaixas e sem esperança.
Parece que lutam contra o inevitável.
Mas, ao mesmo tempo, aquele estado de coisas justifica muito incumprimento, muita fuga às responsabilidades de todos e de cada um.
O chamado círculo vicioso.
Mas também não é só por aí.
Parece-me que o verdadeiro fosso entre o que ganham os gestores públicos e privados e o comum dos mortais, entre os funcionários públicos e o comum dos mortais assalariados é enorme, desproporcionado.
Porque carga de água a desmesura dos pacotes salariais e das reformas na Caixa Geral de Depósitos ou no Banco de Portugal – tantas vezes sem real contrapartida no plano dos resultados de actividade – não tem um contrabalanço proporcional no quadro remuneratório e reformas de outros grupos de actividade bem mais essenciais (ainda que porventura desprezados pelo poder político - corporativo e pela opinião mediática) ?
Penso, absolutamente por exemplo, no ensino, na carreira médica - hospitalar pública, na enfermagem, na manutenção aérea, no serviço militar, na agricultura.
Portugal não arranca nada, e nunca, enquanto for historicamente, como foi e é, um País de equívocos e de injustiças gritantes.
Os salários e as reformas têm de ser muito mais justos e nivelados.
Isto, como é óbvio, apesar dos slogans dos usuários do poder e das corporações não tem nada a ver com igualitarismos serôdios.
É pura justiça e reparação.
Ainda vamos a tempo.
Se não formos burros e desonestos.






