Informo que doravante continuarei a escrever noutro blog cujo sítio é http://www.portugalamanha.blogspot.com/
Foi um prazer ter participado no O Inimputável durante cerca de 2 anos. Quero aqui agradecer ao meu ilustre amigo Miguel Alvim o desafio em nele participar. Ao Inimputável agradeço a confiança em mim depositada em aceitar alguém que escreva num blog de sentido confessional posts maioritaritariante sobre economia.
A todos os leitores o meu respeito e agradecimento pelo precioso tempo que aqui dispenderam.
Um forte bem haja a todos
Pedro Bazaliza
O Inimputável
Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
Terça-feira, 13 de Setembro de 2011
Hasta la vista, baby!

Portugal - sempre!
Um País escolhido, que anda ausente e envergonhado pelos erros de alguns poucos que andam a monte.
Faz-se o que se deve, como diz o outro.
E temos feito.
Nesta trincheira rezámos.
Antecipámos perfídias.
Combatemos quanto pudemos, diariamente, mentiras, hipocrisias e manipulações sociais e político-partidárias.
Sem qualquer presunção, fazemos de certeza parte - com todos os (muito) bons amigos do blogue e uma vasta maioria - daqueles que ultimamente ajudaram a derrotar a tecno-esquerda liberal de sócrates e o cinismo laicista e ateu da extrema-esquerda, mais a sua demagogia internacionalista, insana e má.
Há que fazer noutros sítios.
Até um dia...
O
blogue "Inimputável" nasceu há cerca de 3 anos. Prestou um serviço no debate de
ideias, em defesa da Vida, da família, etc. Foram publicados centenas de textos
comentando a actualidade e criticando diversas políticas, concretizadas
recentemente entre nós pelo governo de Sócrates, que consideramos perversas e com evidente prejuízo para os
portugueses e para o país.
Chegou
a altura de ponderar outras formas de intervenção; outros modos de defender as
nossas ideias e concepções políticas, com a clara noção de que há muito para
fazer. Além disso, a mudança de protagonistas políticos (através da nomeação do novo
governo) não mostrou, pelo menos para já, uma mudança clara de políticas em
questões essenciais.
Em suma,
não nos calámos, nem ficámos indiferentes. Vamos andar por aí...
Um
abraço a todos os nossos leitores.
Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011
Bons sinais
O Ministro da Economia adiantou hoje que daqui a uns meses irá lançar um programa para atrair reformados abastados da nossa Europa para virem para cá viver. Folgo em detectar que existe sensibilidade para soluções insólitas. Espero que a dita campanha seja ambiciosa e que pense em grande. Trazer 20.000 reformados é coisa pouca. Espero que se pense em números da ordem dos 200.000 se pensarmos só em reformados.
No pressuposto de que este programa resulta, é bom salientar que existem muitos projectos turísticos a ele associados e que estão “encalhados” devido à crise imobiliária e que seria bom que os mesmos andassem para a frente. A economia agradecia.
Muito se diz acerca da pouca experiência do Ministro da Economia. Pois eu tenho muita esperança. O burgo anda cheio de pessoas a abarrotar de experiência na arte de “saber fazer as coisas” e muito falho de imaginação e livre pensamento. Ora o insólito e o arrojo dão-se melhor com alguma ingenuidade quando esta surge associada a sólidos conhecimentos, e não floresce quando existem condicionalismos ditados por grupos de interesse ou ideias pré concebidas.
Disse ainda o ministro Álvaro «A médio prazo, em cinco anos, a ambição deve exportar 50 por cento do Produto Interno Bruto. Daqui a 20 anos Portugal deve ter a ambição de exportar 70 por cento do PIB». Ora isto é o tipo de conversa que passa os sinais necessários à economia. Já não era sem tempo. Finalmente temos um responsável político em exercício e com poder (espera-se) que percebe que, para além de precisarmos de ter uma economia equilibrada ao nível macro económico, temos ainda que compensar no futuro os dislates dos últimos 25 anos e o consequente rol de dívida acumulada. Não é preciso ter muita experiência para ver isto. É só preciso ter a vontade de o ver, de o interiorizar, e de livremente o veicular na certeza de que as políticas deverão subjugar-se aos méritos de verdadeiras soluções e não à sujeição das vontades dos grupos de interesse.
Domingo, 31 de Julho de 2011
Liquidez para a economia
Seguindo as “dicas” dos banqueiros para se esquivarem ao aumento de capital dos bancos que governam, acharia muito interessante seguir essas dicas no que toca ao Estado pagar o que deve, quer aos bancos, quer nas facturas em atraso. Isso muito positivamente se reflectiria em toda a economia, oferecendo-lhe a liquidez que a mesma precisa desesperadamente. Sossegava directamente a banca e as empresas possuidoras dos créditos. E aliviava também a relação entre essas empresas e a banca (a correspondente necessidade de financiamento dessas empresas), e dessas empresas com todos os seus parceiros económicos a jusante. Diria que ocorreria um tsunami positivo ao nível da liquidez de toda a economia.
Sim, o Estado não tem dinheiro para isso. Claramente poderá ser pedido à troika que reflicta sobre o assunto de modo a abrir uma linha especial de crédito para o efeito. E talvez até seja possível dada a vontade da Troika ter um caso de sucesso na gestão da crise orçamental em curso nos países ocidentais. Para isso há que cumprir escrupulosamente com os termos do acordo, onde, convém lembrar, estão previstos aumentos de capital para a banca.
Furar o acordo com a troika!!!
Dizem os nossos principais banqueiros que há que rever o acordo firmado com a troika no que respeita à política a seguir para os bancos.
Ora parece-me muito inoportuno pretender furar o dito acordo, nomeadamente por pessoas que têm muita responsabilidade em Portugal. Não fica nada bem depois de garantir a vinda de 78 mil milhões (ainda que por empréstimo) tentar mudar os termos que serviram de base para esse envio. Nomeadamente quando os descontentes de momento estiveram entre os contentes na altura em que o acordo se firmou. Desconfio que serão pessoas que seguramente se gabarão de “saber fazer as coisas”, essa especialidade nacional.
Isto de ter de aumentar o capital dos bancos para compor rácios de solvabilidade não é coisa que os banqueiros tenham muita vontade de pedir aos accionistas nesta fase da vida económica e financeira de Portugal. Percebe-se… da mesma forma que se perceberá que um funcionário público não irá gostar de ver o “seu” instituto extinto. Mas não há nada a fazer. Há que cumprir com o acordo. Ponto final.
Os banqueiros até podem ter os seus argumentos. Mas há dois argumentos poderosíssimos que têm sempre que se sobrepor. O primeiro é que não se podem começar a abrir precedentes ao pretender mudar o acordo com a troika. O segundo é que a banca tem que dar o exemplo de capitalização adequada, ainda que isso implique que seja para “credor ver”. Como já aqui disse (e desde há muito), Portugal perdeu provisoriamente grande parte da sua independência devido às suas dívidas gigantescas, seja a pública, a privada, ou a empresarial. E a banca não foi de forma nenhuma uma parte alheia de todo este processo. Por isso colhe agora também aquilo que semeou.
Mais uma vez…
…fui atendido à mesa de alguns restaurantes da Costa Alentejana por Ucranianos, e desta vez até por uma alemã (residente por cá há alguns anos). Todos sorridentes. Não percebo ainda se alguns dos Portugueses indispostos para essas tarefas ainda o estão? Se já não é bom lembrarem-se que mostrarem os dentes com sinceridade é fundamental, pois andar com ares de “toda a gente lhes deve e ninguém lhes paga” não tem futuro mesmo que a 500 euros por mês.
O presente e o futuro próximo vão precipitar muitas decisões que em muito irão moldar a economia para as próximas décadas. Já vou notando que cada vez mais as pessoas andam a cair em si, o que é um óptimo tónico para as introspecções individuais em curso.
Desejo a todos os Portugueses que tomem as decisões que têm que tomar e que não se preocupem muito com estigmas e preconceitos do passado. É que a economia do futuro vai ter de ser bem diferente do que foi a economia de 1986 até agora. Quem não perceber isto vai-se dar muito mal até ao fim da vida.
Nomeações políticas!!!!
A Caixa Geral de Depósitos viu serem nomeados os senhores Nuno Fernandes Tomás e António Nogueira Leite para a sua administração. Sem desprimor pelas personagens, não posso deixar de me sentir indignado pelo modelo das nomeações políticas. Estes cargos devem seguir inequivocamente o modelo de competências, que provavelmente os próprios até podem possuir, e independência política, que os mesmos por natureza não possuem de forma alguma.
É disto que Portugal não precisa. Será isto complicado de compreender?
Experiências sobre despedimentos e segurança no trabalho (3)
Corria o ano de 2006 quando experimentei o sabor de ser chamado para ser despedido num projecto na Holanda. Bem me lembro de ter ficado revoltado, não tanto pela decisão em si, mas por saber que de entre os quatro consultores a disputar os três lugares existentes eu era o mais bem preparado tecnicamente. Dois dos outros três consultores vinham de uma implementação já efectuada o que parece ter pesado na decisão. Por outro lado, o terceiro, por uma razão misteriosa, tinha um poder informal muito grande no cliente. Esse poder era inversamente proporcional à sua competência, que era, digamos, demasiado pequena.
Em paralelo, um dos outros dois consultores estava em negociações para sair do projecto (insatisfação com o mesmo), o que me daria possibilidades de lá continuar no caso de a sua saída ser anunciada antes da decisão de me convidarem a sair. Aconteceu que o consultor que queria sair pretendia, paralelamente, que eu ficasse de modo a compensar a incompetência do incompetente. Mas eu ia-lhe dizendo que nesse caso somente ficaria se fosse aumentado pois considerava uma desfeita o critério utilizado, pelo que, e embora lhe respeitasse o interesse para com o projecto, não podia responder por mim aos seus receios.
Cronologicamente ocorreram os seguintes factos:
1. Um dia fui chamado a uma sala onde me foi dito que já não contavam comigo até ao final do projecto. Aí tive a oportunidade de dizer que de todos era o mais bem preparado para entregar o projecto.
2. Uma semana depois o tal consultor apresentou a sua demissão pedindo-me que eu ficasse no caso de a chefia de projecto pretender reverter a sua decisão de me dispensarem. Disse-lhe que ficaria no projecto se as minhas novas condições fossem aceites.
3. Imediatamente a seguir o chefe de projecto veio ter comigo a dizer que afinal me queria e que eu não me podia ir embora. Nesse momento apresentei as minhas novas condições, o que para meu contentamento foi aceite. Disse ainda que o facto que me fazia ficar no projecto residia no facto de querer acabar o que começara, e disse também que se apresentava novas condições tal prendia-se com o facto de sentir necessidade de refazer a minha abalada auto estima.
Uns meses depois, no final do projecto, indaguei junto do chefe de projecto o motivo da minha escolha como sendo o consultor a ser dispensado. O chefe de projecto disse-me que, embora já soubesse que eu estava muito mais bem preparado que o tal incompetente, o mesmo tinha uma grande influência junto do cliente, e que isso fora fundamental para a sua decisão, ainda que confessasse que se fosse hoje teria tomado outra decisão (aconteceu que esse consultor trouxe bastantes problemas). E que ele próprio me recomendaria para futuros projectos (curiosamente isso voltou a acontecer para um projecto na Suiça).
Das lições que aprendi retive as seguintes: Nem sempre a competência é tida em consideração. Pelo menos na área das tecnologias de informação onde os clientes, por deficiente conhecimento, não detêm muitas ferramentas de aferir quais os mais capazes (ainda que nem sempre a competência técnica seja tudo). Por outro lado aprendi que a franqueza nos julgamentos sobre nós, os outros, e um dado cenário é recompensadora a prazo. E aprendi ainda que perante um volte face negocial é compensador manter o mesmo discurso, manter o comprometimento com o inicialmente acordado (no caso, levar o projecto até ao fim), e ainda manter muita frieza e calculismo.
Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
No princípio existia o Verbo
Terça-feira, 19 de Julho de 2011
Um bom exemplo vindo da Católica
A Universidade Católica decidiu recomendar normas de vestuário, evitando que alunos, professores e funcionários se apresentem na instituição com vestuário menos apropriado, tais como chinelos e camisolas de clubes futebol.
Idênticas medidas deveriam ser tomadas noutros locais da Igreja, como, por exemplo, no Santuário de Fátima onde por vezes parece que estamos numa estância balnear. Além disso, estranha-se como é que escolas públicas permitem o uso de vestuário ridículo nos jovens (e até degradante), como é o caso daquelas horríveis pseudo-calças que deixam à mostra a roupa interior. Não há-de faltar muito para surgir a moda de levar a roupa num carrinho como se fosse um adereço (ver imagem).
Domingo, 17 de Julho de 2011
Boa pessoa
Não editaram ainda nenhum disco, mas já são um sucesso no youtube. Aqui fica o video musical de uma nova banda brasileira de excelente qualidade:" A banda mais bonita da cidade".
Sábado, 16 de Julho de 2011
Já o viste!
Evangelho de São João 9, 35-38
"(...) Jesus ouviu dizer que o tinham expulsado e, quando o encontrou, disse-lhe: «Tu crês no Filho do Homem?» Ele respondeu: «E quem é, Senhor, para eu crer nele?» Disse-lhe Jesus: «Já o viste. É aquele que está a falar contigo.» Então, exclamou: «Eu creio, Senhor!» E prostrou-se diante dele. (...)"
"(...) Jesus ouviu dizer que o tinham expulsado e, quando o encontrou, disse-lhe: «Tu crês no Filho do Homem?» Ele respondeu: «E quem é, Senhor, para eu crer nele?» Disse-lhe Jesus: «Já o viste. É aquele que está a falar contigo.» Então, exclamou: «Eu creio, Senhor!» E prostrou-se diante dele. (...)"
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Tudo o mais é conversa mole e falsa.
Auto-proclamação e falta de simplicidade.
Falta provocada de inteligência e de sabedoria.
Já O vimos!
E falou connosco.
Sexta-feira, 15 de Julho de 2011
Portugal!
Ninguém vê.
Ninguém ouve.
Portugal parece,
Mas não é.
Um ser que houve
e caiu.
Da pessoa ao nada vai um passo.
Como num escuro rio,
um obscuro corpo vai morto na corrente.
Alma dolente que partiu.
Saudade ingente.
Sombra impura,
do cerco de Diu.
Portugal já não é.
Mas será novamente
o braço forte, a asa erguida,
futuro divino na humana sorte,
se voltar à Fé e à Vida.
Somente.
Ninguém ouve.
Portugal parece,
Mas não é.
Um ser que houve
e caiu.
Da pessoa ao nada vai um passo.
Como num escuro rio,
um obscuro corpo vai morto na corrente.
Alma dolente que partiu.
Saudade ingente.
Sombra impura,
do cerco de Diu.
Portugal já não é.
Mas será novamente
o braço forte, a asa erguida,
futuro divino na humana sorte,
se voltar à Fé e à Vida.
Somente.
Revista Única também desceu de rating: nível lixo
Recentemente fomos
confrontados com o escândalo das escutas ilegais relizadas pelo jornal Inglês
"News of the World" e que conduziu ao seu encerramento. Entre
nós, a revista do Expresso, anda há muito nos limites da decência e do bom
gosto. A capa da próxima edição leva-nos a classificá-la como “lixo”.
A revista Única, depois
de ter fotografado a actual Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, numa
figura ridícula (considerando o cargo que ocupa), com uma enxada na mão, chegou a vez de fotografar Zé Pedro, do grupo de
rock “Xutos e Pontapés” numa pose bizarra. E lá está ele na capa da revista, desnudado, sem qualquer pudor, ostentando as cicatrizes
da sua recente operação de transplante ao fígado.
O
resultado é simples: falta de gosto estético e decência. Este é o poder (reles)
da comunicação social que, através do engodo
da promoção social e política, leva as pessoas a sujeitarem-se a poses pouco
dignificantes e edificantes. Uma autêntica reminiscência dos espectáculos
circenses nos quais eram exibidas as mais diversas bizarrias e deformidades
humanas. Para o Expresso, pelos vistos, o Homem (e a sua condição, seja política ou de saúde) voltou a ser pretexto para criar espectáculo; um espectáculo fedorento.
A gravata
Numa altura em que o Ministro das Finanças explica ao país o imposto aplicado ao subsídio de Natal e quando há cada vez mais portugueses a passar dificuldades, eis a primeira medida apresentada para poupar no Ministério da Agricultura: banir o uso de gravata para poupar no ar condicionado.
Uma medida chique, moderna, bem ao gosto de alguma esquerda, mas que sabe a pouco e, no contexto actual, chega mesmo a ser absurda.
Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
Vinde a mim!
Evangelho segundo S. Mateus 11,28-30.
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»
________
Deus é manso e humilde de coração.
E Jesus chama sempre.
Não se cansa de chamar.Para aliviar e dar descanso.
Não ouvimos ninguém.
Não vemos um palmo à frente do nariz.
E queixamo-nos.
O seu jugo é suave e leve o fardo.
Que jugo e que fardo?
De que cruz fala Jesus?
Da do dia a dia da nossa circunstância.
Nem mais nem menos.
Sem alibis.
A minha circunstância.
Jesus era operário carpinteiro.
Fazia arados e cangas de bois.
Não viajou pelo império.
Não desfrutou de nenhumas delícias.
Serviu onde estava.
Como um soldado da guarda.
Lavou os pés dos seus discípulos.
Multiplicou o pão e deu-o.
Deu-Se.
Deus.
Criador do cosmos e do ser.
Pai da vida.
Verbo divino.
Princípio de todas as coisas.
Cheio de graça e de verdade.
Glorioso, com a glória do unigênito.
Nosso Pai e nosso irmão mais velho.
Filho da Virgem Maria.
A Cheia de Graça.
A que disse Sim e obedeceu.
A que desapareceu de cena.
A que ninguém viu queixar-se ou reclamar.
A que também só soube servir.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo
Quer passar no teste de stress?
Há
agora uma nova moda: fazer testes de stress aos bancos. Não sabemos exactamente
em que consistem estes testes. Presume-se que será qualquer coisa parecida com o
facto de se criar um situação irritante para o banco. Ou seja, cria-se um cenário
no qual o dinheiro começa a fugir descontroladamente a quem supostamente
deveria guardá-lo e multiplicá-lo.
Parece
que os bancos portugueses passaram nos testes de stress, o que indica que a
nossa banca tem nervos de aço. Dito de
outro modo, tem “uns nervos à Júlia Pinheiro”, já que esta apresentadora anda
estoicamente há anos a fazer programas
de televisão, cujo rating encontra-se
vários níveis abaixo do “lixo”, sem mostrar sinais de irritação ou fadiga.
Os portugueses
começam agora a ser sujeitos a testes de stress: a redução do subsídio de
natal, o aumento do, mais do que esperado, co-pagamento da saúde, a cobrança
das portagens em Agosto na ponte 25 de Abril e a descoberta de que o desvio
orçamental, deixado pelo anterior executivo, afinal era “colossal”.
Quem
não tem stress é o ex-primeiro ministro. Sócrates, mesmo não tendo acumulado
qualquer poupança, decidiu ir estudar filosofia para Paris. Seguramente que não
irá comer nas cantinas universitárias, nem tão-pouco ficar num quarto alugado
no Quartier Latin. Sócrates bem que poderia protagonizar uma campanha publicitária do tipo: quer passar no teste de
stress? Pergunte-me como...
Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
Ser prudentes
“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.” (Mateus 10:16)
____________
Em época de muitas crises e crescentes dificuldades estamos como perdidos no mar alto num barco sempre pequeno de mais.
Regras simples e básicas de sobrevivência e solução (recurso aos velhos princípios e valores):
1. Saber olhar para o mar e para a vaga, conhecer bem o barco e conhecer muito bem a tripulação.
2. Nunca perder a fé, nem a coragem, nem a esperança.
3. Contar vitalmente uns com os outros; coração generoso, entreajuda e mãos dadas (a família).
4. Lutar com os elementos com firmeza, habilidade e sentido das proporções sem nunca perder um segundo de serenidade, inteligência e sangue-frio.
Nota: remar contra a corrente às cegas e de forma desastrada ou deixarmo-nos ir simplesmente a favor da corrente pode ser o caminho do desastre.
Um óptimo exemplo em tempos de crise
Há dias um jovem estudante de cinema
queixava-se da falta de dinheiro no nosso país. Afirmava que na sua área, carente
de recursos, não havia futuro em Portugal e por isso tencionava emigrar.
Retorqui argumentando que os tempos de crise são também tempos de
oportunidades e que a arte podia ser feita sem grandes verbas. Foi então que me
lembrei do exemplo de Jason van Genderen. Este artista ganhou em 2008 o
“Tropfest”: o maior festival de curtas metragens do mundo. O filme foi
totalmente filmado com um
telemóvel em Sidney e Nova Iorque com um orçamento de
apenas de 40 dólares (cerca de 30 euros)!
Vale a pena assistir ao filme… um exemplo de
como se pode ser criativo e vencer com poucos recursos.
Terça-feira, 12 de Julho de 2011
Requintes de malvadez
Hospitais devem retirar objectos que interfiram na opção de abortar
A Inspeção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) recomenda aos hospitais públicos que retirem dos gabinetes onde atendem mulheres para interrupção voluntária da gravidez objectos que possam interferir com a escolha das utentes.
No relatório da IGAS é feita a recomendação para que os objectos alusivos à infância ou do foro religioso sejam removidos dos gabinetes médicos e de apoio psicológico e social onde é prestado atendimento às utentes que pretendem realizar uma interrupção voluntária da gravidez.
O governo mudou, mas muitos responsáveis na área da saúde com tiques jacobinos e "espírito SS" continuam nos seus lugares a mandar crianças indefesas para a morte. As recomendações acima noticiadas têm requintes de malvadez e o mínimo que se exigiria seria a demissão destes responsáveis.
Segunda-feira, 11 de Julho de 2011
Ora et labora (et lege)!
Comentário ao Evangelho do dia
Papa Bento XVI
Audiência geral de 9/4/08
São Bento, padroeiro da Europa
Papa Bento XVI
Audiência geral de 9/4/08
São Bento, padroeiro da Europa
"Gostaria hoje de falar de São Bento, fundador do monaquismo ocidental, e também padroeiro do meu pontificado. Começo com uma palavra de São Gregório Magno, que escreve sobre São Bento: «O homem de Deus que brilhou nesta terra com tantos milagres não resplandeceu menos pela eloquência com que soube expor a sua doutrina» (Dial. II, 36). O grande Papa escreveu estas palavras no ano de 592; o santo monge tinha falecido 50 anos antes e ainda estava vivo na memória do povo, sobretudo na florescente ordem religiosa por ele fundada. São Bento de Núrcia exerceu, com a sua vida e a sua obra, uma influência fundamental sobre o desenvolvimento da civilização e da cultura europeias. [...]
Entre os séculos V e VI, o mundo esteve envolvido numa tremenda crise de valores e de instituições, causada pela queda do Império Romano, pela invasão dos novos povos e pela decadência dos costumes. Com a apresentação de São Bento como «astro luminoso», Gregório queria indicar, nesta situação atormentada, precisamente aqui nesta cidade de Roma, a saída da «noite escura da história» (cf. João Paulo II, Insegnamenti, II/1, 1979, p. 1158). De facto, a obra do santo e, de modo particular, a sua Regra revelaram-se portadoras de um autêntico fermento espiritual, que mudou, no decorrer dos séculos, muito para além dos confins da sua pátria e do seu tempo, o rosto da Europa, suscitando depois da queda da unidade política criada pelo Império Romano uma nova unidade espiritual e cultural, a da fé cristã partilhada pelos povos do continente. Surgiu precisamente assim a realidade à qual nós chamamos «Europa». "
Entre os séculos V e VI, o mundo esteve envolvido numa tremenda crise de valores e de instituições, causada pela queda do Império Romano, pela invasão dos novos povos e pela decadência dos costumes. Com a apresentação de São Bento como «astro luminoso», Gregório queria indicar, nesta situação atormentada, precisamente aqui nesta cidade de Roma, a saída da «noite escura da história» (cf. João Paulo II, Insegnamenti, II/1, 1979, p. 1158). De facto, a obra do santo e, de modo particular, a sua Regra revelaram-se portadoras de um autêntico fermento espiritual, que mudou, no decorrer dos séculos, muito para além dos confins da sua pátria e do seu tempo, o rosto da Europa, suscitando depois da queda da unidade política criada pelo Império Romano uma nova unidade espiritual e cultural, a da fé cristã partilhada pelos povos do continente. Surgiu precisamente assim a realidade à qual nós chamamos «Europa». "
Outra solução final já - NOSSA.
Portugal tem de aproveitar ao máximo as infraestuturas de que se dotou no contexto da União Europeia.
Tem de trabalhar muito mais e com muito mais competência.
Tem de ser inovador e deixar as desculpas de mau pagador e de dependentista.
Tem de aproveitar muito melhor o seu potencial natural.
Tem de ser sério.
Tem de ser cumpridor.
Tem de ser ético.
Tem de ser moral.
Deve deixar para trás todos os lastros socialistas.
As fracturas pessoais e sociais à cabeça.
Deve redescobrir o seu destino sozinho e com coragem, fé e tenacidade.
Se for preciso, Portugal deve deixar a União Europeia e o Euro.
Não são realidades inexoráveis.
Existimos há muito mais tempo do que isso.
O nosso primeiro e essencial dever é connosco e com a nossa história humanista, cristã e católica.
Se a alternativa de solução é (e é realmente) entre a fuga federalista europeia para a frente (sempre com o directório franco-germânico à cabeça) ou a nossa soberania e independência e liberdade históricas, eu não hesito um segundo e escolho estas últimas.
Chega de soluções finais alemãs.
Neste desígnio, Portugal deve dialogar intensamente com a Comunidade de Povos de Língua Portuguesa (CPLP) e fazer comunidade.
A nossa comunidade.
É esse o nosso destino e está aí a NOSSA solução.
Domingo, 10 de Julho de 2011
"Keep the options opened"
A Alemanha, por exemplo, exporta 70% do que produz para a União Europeia.
O Euro está ao serviço dessa política exportadora.
O endividamento Europeu, como o Grego e o de Portugal, serviu e serve primariamente o correspondente consumo.
De Mercedes Benz e outros produtos com que se enganam os tolos a Sul.
Agora a Europa rica e exportadora fecha-se em copas e não arranja nenhuma solução coerente, integral e conjunta para os demais parceiros (sobre)endividados.
O que é feito da tão propalada solidariedade Europeia?
Não existe.
Não há.
A França, agachada como sempre ao punho alemão, nem pia.
E também lhe serve o sistema para a sua mais baixa produção e exportação
O Presidente Sarkozy, que de estadista tem pouco, ex-financeiro e presidente de câmara, preocupa-se mais com a gravidez da mulher cantora.
Salve-se quem puder.
"Que se lixe o mexilhão".
É este o tal projecto Europeu fantástico, que justificou o abandono do Império e dos governados à sua sorte (morte) em África e em Timor, o desmantelamento de todo o nosso tecido produtivo?
Os amanhãs que cantam de Soares e Alegre, de Almeida Santos a Cunhal, de Sampaio a Costa Gomes já não cantam.
Choram.
Clamam por justiça e solução.
Que fazer?
Por onde ir?
De nação soberana passámos a mãos na cabeça e a agachamento colectivo, do tipo "o mundo está a acabar".
Contam-se os tostões e não há uma boa ideia, senão que "eles" não nos vão ajudar e de que temos de "cortar".
Mas ninguém se lembra de que foram "eles", Europeus ricos e do norte (com uns traidores pátrios e outros muitos distraídos), que nos meteram nisto.
Portugal não é filho adoptivo, nem lacaio de ninguém.
Muito menos de um putativo projecto federalista europeu que naceu morto.
Somos uma nação livre, soberana, cristã e católica com perto de 1000 anos.
E mais: somos em absoluto o que quisermos ser.
O nosso futuro é sempre nosso.
E o nosso destino nunca nos tolheu ou meteu medo.
Mais sacrifícios com vantagem para quem?
Mais aperto de cinto a mando de quem?
Sair do Euro ou desta União não é impossível e não tem de ser uma calamidade.
E pode ser a opção.
Um País realmente independente mantém sempre todas as opções em aberto.
Sábado, 9 de Julho de 2011
A Maria José Nogueira Pinto e a Ernâni Lopes
Na casa do Ser,
Não basta querer, para ser(mos)
Um olhar à nossa volta.
Na casa do Ser,
a casa é dos outros,
e não chega ver para crer.
Tem de se fazer,
Na casa do Ser.
Na casa do Ser,
Ouvir é falar.
Partir é multiplicar.
Na casa do Ser,
não importa ter,
Porque ter é morrer.
E viver é amar,
Os outros.
E querer dar.
Em vez de querer ter.
Não basta querer, para ser(mos)
Um olhar à nossa volta.
Na casa do Ser,
a casa é dos outros,
e não chega ver para crer.
Tem de se fazer,
Na casa do Ser.
Na casa do Ser,
Ouvir é falar.
Partir é multiplicar.
Na casa do Ser,
não importa ter,
Porque ter é morrer.
E viver é amar,
Os outros.
E querer dar.
Em vez de querer ter.
Da Covilhã para Paris: quem irá pagar?
Há dias atrás fomos confrontados com a notícia de que Sócrates não tinha poupado nada durante o período em que foi primeiro-ministro, ainda que tenha ganho cerca de 600 000 euros. Assim, pergunta-se: quem irá pagar a estadia de Sócrates em Paris?
Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Babel está a cair

Génesis 11:1-9
"1 Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras.2 Emigrando do Oriente, os homens encontraram uma planície na terra de Sinar e nela se fixaram.3 Disseram uns para os outros: «Vamos fazer tijolos, e cozamo-los ao fogo.» Utilizaram o tijolo em vez da pedra, e o betume serviu-lhes de argamassa.4 Depois disseram: «Vamos construir uma cidade e uma torre, cujo cimo atinja os céus. Assim, havemos de tornar-nos famosos para evitar que nos dispersemos por toda a superfície da terra.»5 O SENHOR, porém, desceu, a fim de ver a cidade e a torre que os homens estavam a edificar.6 E o SENHOR disse: «Eles constituem apenas um povo e falam uma única língua. Se principiaram desta maneira, coisa nenhuma os impedirá, de futuro, de realizarem todos os seus projectos.7 Vamos, pois, descer e confundir de tal modo a linguagem deles que não consigam compreender-se uns aos outros.»8 E o SENHOR dispersou-os dali por toda a superfície da Terra, e suspenderam a construção da cidade.9 Por isso, lhe foi dado o nome de Babel, visto ter sido lá que Deus confundiu a linguagem de todos os habitantes da Terra, e foi também dali que os dispersou por toda a Terra."
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A crise actual, que é a crise dos sistemas social, económico e financeiro do mundo Ocidental, que não somente do seu modelo capitalista (que, contudo, parece florescer a Oriente e no Brasil),tem muito, tem tudo de entropia interna.
Ninguém parece conhecer ou "achar" a solução.
Falta de dinheiro ou dinheiro em excesso?
Falta de regulação ou regulação excesso?
Falta de Europa ou muita Europa?
Falta trabalho?
Falta lazer?
Muito consumo e pouca exportação?
Ou pouco consumo?
Como remover "as gorduras" do Estado?
Ficamos ou saímos do Euro?
A (velha!) Grécia salva-se?
Etc., etc.
Pois, meus amigos, a crise é essa precisamente.
Não há neste mundo ocidental espaço para a pessoa.
Ou melhor, só há espaço para o egoísmo da pessoa, é o salve-se quem puder.
A utopia do vamos ser ricos a qualquer preço, sem medida, e do vamos poder tudo, "infinitamente".
Mudar de sexo.
Mudar o casamento e "casar" no mesmo sexo.
Abortar livremente e sem remorso ou pena.
Matar a pedido sob o eufemismo de eutanásia.
Alavancar" dinheiro fácil e vender produtos financeiros como de castelos de cartas se tratasse.
Não pagar dívidas.
Assumir responsabilidade a cargo de outros terceiros.
As pessoas não são respeitadas.
Jogos de poder.
Assaltos ao poder.
Sem honra.
Sem rigor.
Sem palavra.
Atraiçoar.
Mentir.
Burlar.
Simular.
Dissimular.
Vender e penhorar a alma, o bem e o ser.
Esconder, vender e matar Deus.
Tirar Deus, a alma e a consciência do mundo e da vida das pessoas.
Ninguém percebe o que se está a passar.
Ninguém conhece ou tem uma solução.
Ninguém sabe o que está a acontecer.
Pois eu digo: sucede que Babel está a cair.
Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
O reino animal
Evangelho segundo S. Mateus 10,7-15.
"Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus .
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.
Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento. (...)"
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.
Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento. (...)"
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O trabalhador merece o seu sustento.
Palavras santas e irrepreensíveis.
Divinas.
Ao menos a maior parte da crise que vivemos, económica e financeira, radica num gravíssimo déficit da ética pessoal e nas correspondentes vertentes social e política.
Dar a cada um o que se lhe deve não é a regra, bem pelo contrário.
Em todos os campos, não somente no laboral.
Não, não são só salários em atraso.
A seriedade e a independência de julgamento na política e no serviço público, por exemplo, são recompensadas em Portugal as mais das vezes com perseguições e calúnias.
"Vencer" na vida em Portugal não tem geralmente um sentido de bem comum.
"Vence", quem esmaga e derruba o outro mais fraco.
"Vence" quem engana mais, rouba mais e serve menos.
"Vence" quem não quer saber de boas contas e engana ao fim do mês.
"Vence" quem não ouve ninguém e corrompe.
Mas isso, infelizmente, não é vencer.
É pura derrota do ser e da pessoa.
Esse reino tem um nome: o reino animal.
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